The asylum named Betânia, in Joinville/Brazil, is home to more than 40 lords and ladies aged over 60 years. I used to visit daily for more than 6 months in 2013 . Gradually I became grandson and liked by several of the residents. Then the project became an exercise in self-reflection on choices and perspectives.
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Terceiro Tempo
O lar do idoso Betânia, em Joinville/SC, abriga mais de 40 senhores e senhoras com idades acima de 60 anos. A casa de longa permanência era uma parada obrigatória, quase que diária, para mim por aproximadamente seis meses em 2013. Aos poucos me tornei neto e querido por vários dos moradores. Eles se tornaram parte do meu cotidiano. Então, o projeto se tornou um exercício de autorreflexão sobre escolhas e perspectivas.
A maior lição desse ensaio foi sobre o tempo. A velhice chega a quem tem sorte, mesmo que faça muito mal. As rugas e as fraquezas são inevitáveis. O sonho seca. A morte não é vista com o distanciamento que nós, jovens, costumamos olhar.
Senti a diferença do idoso que mora no lar, mas que a família se mantém presente, visitando mensalmente, semanalmente ou até diariamente. Esse senhor(a) é alegre. O sorriso é pleno e o bom humor contagiante.
Diferente do idoso abandonado. Por anos sem ver um familiar, sem saber de notícias dos mais próximos, sem ver o neto que já não é mais um neném. Desconfio que algumas caduquices desses senhores são calmantes psicológicos para fugir dessa dor de abandono.
Detalhes, sentimentos e pequenas observações compõe o resultado dessa experiência imagética e dão apenas um norte dos sentimentos, tristes e felizes, que esse período me proporcionou.

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