In a single paragraph it exposes the military character of the intervention. Since then, the armed forces have come to account for Public Safety in the city. Vila Kennedy was chosen for a laboratory by the interventor, the Military Commander of the East, General Braga Netto.
The community, long commanded by dealers, has gone through a little more than a month of experimenting. Barricades of the traffickers withdrawn by the military were replaced shortly thereafter by residents under threat. Another night, on a Thursday, five hooded men stormed a Catholic church and made a trawler, assaulting about twenty faithful and the priest. The crime occurred shortly after a group of military personnel, who were policing, closed the day's work there.
The violence also came from the mayor. They took advantage of the community closure situation and removed the popular trade tents from the central square, destroying them with the support of several residents. After realizing the criticism of public opinion, he organized a media event to distribute stalls and permits.
The page is still open. Military patrol is no longer permanent and the dealers have returned to the scene. During the day, military. At night, traffic. One of the residents of the community said to me, "Only those who hold the rifle have changed, the rest is the same." This phrase sums up the palliative nature of the action.
Music teacher Newton Motta, who works in various needy communities in Rio and lives in Vila Kenedy, mocks the situation. "I want intervention. But intervention in culture, music, education. " Who knows an intervention in the public policies of inclusion. An intervention in the possibilities of these people. Who knows, a state that is less oblivious to health, housing and education. In the midst of this battle between states, official and parallel, the population is the one who feels the weight of the actions.
Desde fevereiro de 2018 o estado do Rio de Janeiro vive uma situação de intervenção federal. O Estado julgou que o governo do Rio falhou com os cariocas e precisou intervir para voltar a estabilizar a segurança publica. Pelo menos é o que está escrito nas entrelinhas do Decreto n.º 9.288, de 16 de fevereiro de 2018, assinado por Michel Temer. Estranho é saber que o Rio de Janeiro é o décimo estado mais violento segundo o Anuário Brasileiro de Segurança. Mas como diz os próprios cariocas, “o Rio é uma vitrine”.
Em parágrafo único expõe o caráter militar da intervenção. Desde então, as forças armadas passaram a responder pela Segurança Pública na cidade. A Vila Kennedy foi o local escolhido para um laboratório pelo interventor, o comandante Militar do Leste, General Braga Netto.
A comunidade, há tempos comandada por traficantes, passou por um pouco mais de um mês de experimento. Barricadas dos traficantes retiradas pelos militares foram recolocadas pouco tempo depois por moradores sob ameaças. Numa outra noite, em uma quinta feira, cinco homens encapuzados invadiram uma igreja católica e fizeram um arrastão, assaltando cerca de vinte fieis e o padre. O crime ocorreu pouco depois de um grupo de militares, que fazia o policiamento, encerrarem os trabalhos do dia no local.
A violência veio também por parte da prefeitura. Aproveitaram a situação de cerceamento da comunidade e retiraram as barracas de comércio popular da pracinha central, destruindo com o sustento de vários moradores. Depois que percebeu a crítica da opinião pública, organizou um evento midiático para distribuir barracas e alvarás.
A página ainda está em aberto. O patrulhamento militar já não é mais permanente e os traficantes voltaram ao local. Durante o dia, militares. Na noite, tráfico. Uma das moradoras da comunidade afirmou pra mim, “só mudou quem segura o fuzil, de resto tá a mesma coisa”. Frase que resume bem o carácter paliativo da ação.
O professor de música Newton Motta, que trabalha em várias comunidades carentes no Rio e mora na Vila Kenedy, ironiza a situação. “Quero intervenção. Mas quero na cultura, na música, na educação”. Quem sabe uma intervenção nas políticas públicas de inclusão. Uma intervenção nas possibilidades dessa gente. Quem sabe, um Estado menos omisso na saúde, moradia e educação. No meio dessa batalha entre Estados, oficial e paralelo, a população é quem sente o peso das ações.






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